Foto de Natália G Devesa, feita hai uns anos, perto da morada da autora (na comarca da Corunha).

Doze de abril

/
Share

Este poema foi escrito em 2020, durante o confinamento, como parte dos Diários de coresma e quarentena, de Naire Eanes Quinta. Fala pois daquel momento, e da relaçom que temos estabelecida com a nossa casa, a Terra.


doze de abril

nom quero ouvir
de guerra
nom quero ouvir
de heróis sem mascarilla,

mais umha maldita vez
as heroínas
esquecidas
entre quatro paredes

fomos nós que alteramos
o ciclo vida-morte-vida

essa é a Guerra

Foto de Natália G Devesa, feita hai uns anos, perto da morada da autora (na comarca da Corunha).
Foto de Natália G Devesa, feita hai uns anos, perto da morada da autora (na comarca da Corunha).
Click to rate this post!
[Total: 0 Average: 0]
Share

Mónica G. Devesa escolhe o pseudónimo de Naire Eanes Quinta como mulheragem às matriarcas e ao território das suas raízes. Filha da emigração e neta da serra, criou-se em Paris, Ourense e a raia seca. Estudou Psicologia em Compostela, e fez parte dos feminismos e outros movimentos. Aos 36 anos descobriu a paixão do rural, e aos 47 a paixão de escrever. De velha aspira a ser indígena.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Artículo anterior

Seleção de poemas de «O segredo de Sheela na Gig»

Lo último de Blog